Paralisia
Cerebral ou (DCO)
Definição
Paralisia Cerebral - Desordem permanente, mas não imutável o que exclui toda patologia oriunda do sistema nervoso ou musculatura em caracter progressivo, ainda reconhecendo a variação que a "incapacitação" motora pode sofrer;
Paralisia Cerebral - É uma lesão ou disfunção do cérebro, esta afirmação implica que não se considere as deficiências provocadas por uma lesão extracraniana. Lesão cerebral deve-se utilizar no sentido nato, isto é, que situam-se "calote craniana" internos.
Paralisia Cerebral - A lesão é proveniente de um cérebro imaturo ou em desenvolvimento e crescimento considerando a idade limite para tal os 6 anos podendo variar de autor para autor.
Paralisia Cerebral - É uma desordem do movimento e da postura, persistente, porém variável nos primeiros anos de vida, pela interferência do desenvolvimento do S. N. C. causada por uma desordem cerebral não progressiva.
Paralisia Cerebral - Seqüela de lesão encefálica que se caracteriza por um transtorno persistente, porém não invariável do tônus, da postura e do movimento que surge na primeira infância, não somente secundária a esta lesão não evolutiva do encéfalo = maturação neurológica.
Devido à impropriedade da designação da paralisia cerebral, muitas outras têm sido propostas e iremos substituí-la por dismotria cerebral ontogenética.
· Dismotria – expressa as alterações da motricidade, do tono, e seus sintomas característicos;
· Cerebral – para significar que estas alterações são conseqüentes às lesões do cérebro;
· Ontogenética – porque as alterações apresentadas são decorrentes da anormalização do desenvolvimento funcional da motricidade.
A designação paralisia cerebral nos induz à idéia de que seus portadores tenham perdido a capacidade de executar seus movimentos, o que não corresponde à verdade, e de que nestes indivíduos haja sempre perda das funções cerebrais, sejam motoras, sensoriais ou da inteligência.
Causas
Fatores pré-natais:
· Pré-disposição familiar;
· Alcoolismo da mãe;
· Infecções virais: Rubéola, Toxoplasmose;
· Hemorragias em gravidez adiantada.
Fatores perinatais:
· Fatores intraparto, parto pélvico prolongado, traumatismo de parto;
· Obs: Extraparto (fatores de risco) meningite, anóxia, hemorragia intracraniana.
Fatores pós-natais:
· Fatores virais e/ ou bacteriológicos;
· Traumatismos.
Bibliografia
BRANDÃO, J. S. – Bases do Tratamento por Estimulação Precoce da Paralisia Cerebral ou Dismotria Cerebral Ontogenética. São Paulo: Ed. Memnon, 1992.
BOBATH, K. & BOBATH, B. O Desenvolvimento Motor nos Diferentes Tipos de Paralisia Cerebral, Ed. Manole, SP, 1978.
RODRIGUES, D. A. Corpo,
Espaço e Movimento – A Representação Espacial do Corpo em Crianças com
Paralisia Cerebral, Instituto Nacional de Investigação Científica,
Lisboa, 1998.